Em Inhotim, eu e os demais integrantes do grupo visitamos o prédio da Galeria Fontes, o qual foi responsável por receber a exposição Deslocamentos, com interpretação independente do prédio utilizado. Este que se resumia em uma enorme sala retangular de paredes brancas onde se dispunham quadros, pinturas, prateleiras com cartões e uma tela para projeção.
Inicialmente, sem sabermos o nome da exposição, quando entramos na sala e fizemos uma primeira observação, logo de cara chegamos a conclusão de que se tratavam de um assunto em comum: Migrações. Em grupo, discutimos a respeito da exposição e interpretamos que era uma tentativa de ilustrar a relação do homem com sua terra de origem e as influências culturais distintas que se mesclavam, sobretudo no Brasil. No entanto, em segunda análise, e dessa vez lendo as descrições das obras, vimos que nossa interpretação fugiu para além do que se objetivava, o que julgamos positivo porque só foi possível termos essa interpretação pois fomos sem nenhuma informação previamente conhecida, caso contrário teríamos uma análise direcionada e limitada do ponto de vista crítico.
A viagem para o maior museu a céu aberto do mundo, agregou e muito para o meu conhecimento sobre arte e cultura. Me julgo ser ignorante por ter vindo de uma cidade interiorana, onde prevalece o conservadorismo e há um certo distanciamento ou pouquíssimo contato/acesso a arte como um todo, de tal forma que resumo essa experiência em uma palavra: chocante.
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